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Eu frequento: Uau! Hair Studio

Achar um salão com serviço bom a preços normais sempre foi uma luta aqui em São Paulo. Moro numa zona com muitas opções, então, encontrar lugares por perto ou praticamente na frente de casa, nunca foi o problema.

A questão é que pude perceber uma tendência negativa acontecendo na categoria: o salão era conhecido por ser bom, barato e morderninho. Você ia lá, fazia um corte lindo, pagava um valor super justo (tudo isso tomando uma bebidinha for free).
A mulherada empolgava e contava pra suas amigas e conhecidas. O lugar começava bombar e, daqui a pouco, estavam atendendo você e outras 15 ao mesmo tempo por um preço que não justificava mais o resultado. Já perdi a conta e a paciência de quantas vezes aconteceu comigo…

Tudo isso pra contar que, finalmente, há mais de dois anos consigo frequentar um lugar que, além de preços convidativos, tem um serviço muito bom, constante e um atendimento cordial e objetivo. Tenho pavor de ir em salão que quer empurrar um monte de servicinhos para aumentar o valor final, sendo que você fica tensa só de pensar se na hora de secar o cabelo eles vão cobrar o valor de um penteado.

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O UAU! (nome ótemo) é um salão que funciona em formato de franquia, com um ambiente minimalista, sem muitas firulas e com uma política super transparente de preços e serviços.

Lá você lava, corta e seca o seu cabelo pelo preço final do corte (R$ 50). Amo, porque consigo marcar cabelo (A Léo faz um corte mara), pé, mão (Esmeralda) e sobrancelha, sou atendida rápido e com atenção e, dependendo da quantia gasta, ainda posso parcelar no cartão. Tem coisa melhor?

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PS- A unidade que eu frequento é a da Augusta (lado Jardins).

 

 

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Coisas intrigantes para um gaúcho em São Paulo

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Isto não é uma crítica ao jeito paulistano de viver ou à cultura do Estado. Apenas uma lista das características que fui percebendo ao caminhar pelas ruas, pegar o metrô de cada dia e, claro, na convivência com as pessoas. Tenho relatos de amigos daqui – que já viveram ou vivem no Rio Grande do Sul – apontando um monte de peculiaridades gaúchas que, bem, pra mim são absolutamente naturais. : )

1 – É normal morar longe, muito longe do trabalho.

Claro que isso se explica pelo tamanho da cidade e por ser uma das mais populosas do mundo – mais de 11 milhões de pessoas moram apenas na capital. Mas me assustei quando percebi que é bastante comum encontrar pessoas que fazem o trajeto equivalente a Porto Alegre-Torres (praia que fica no limite do RS com SC) para ir trabalhar. Ou seja, gastam 2h30 para ir e mais 2h30 para voltar, to-dos os di-as.

2 – Poucos frequentam a casa dos amigos por aqui.

Estou aqui há quatro anos e posso contar nos dedos os convites que tive para fazer um happy-hour, jantar, enfim, conhecer a casa de alguém. As relações são mais impessoais e se resumem a ir em um barzinho depois do trabalho.

3 – Você pode ser atropelado por carros, motos, mas também por pessoas.

Sim, fora o trânsito caótico (que Porto Alegre também não está livre), as pessoas caminham tão rápido e em bandos, que você pode (literalmente!) ser atropelado por elas. Experimente andar pela Avenida Paulista no final do expediente e comprove.

4 – Pizza, mesmo em fins de semana, se come à noite.

Talvez esta seja uma característica da minha família e não tão, assim, gaúcha, mas não me lembro de ter horário para comer pizza. Aqui tem e nenhuma pizzaria abre antes das 18hs.

5 – Não existe uma cultura típica.

Bom, isso é resultado da enorme quantidade de etnias e imigrantes que São Paulo abriga. Somos tão acostumados com a nossa cultura gaúcha (e nosso chimarrão, churrasco e café colonial etc) que é estranho não ter nada muito típico além de pizza e pão na chapa (hummm, isso pode entrar no post das delícias de São Paulo) para apresentar para alguém de fora.

 Apesar de tudo, São Paulo é a cidade que eu escolhi para viver e, ainda que a saudade do Rio Grande do Sul aperte muitas vezes, é repleta coisas incríveis que a transformam em um lugar único que  eu tenho o prazer de desfrutar todos os dias. 

Casa de Vidro – Lina Bo Bardi

Em um sábado nublado e friozinho, resolvemos fazer um programa diferente e fomos para o Morumbi conhecer a Casa de Vidro, mais especificamente a antiga moradia de uma das arquitetas modernistas mais conceituadas do mundo, a Lina Bo Bardi. Mesmo quem não é tão ligado em arquitetura certamente conhece pelo menos uma de suas criações. São dela os prédios do MASP e do Sesc Pompéia, dois ícones da cidade de São Paulo.

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Fachada da casa de vidro.

Lina, que é italiana, projetou a Casa de Vidro para morar com seu marido, o jornalista Pietro Bardi, poucos anos após chegarem ao Brasil e a edificação, que ocupa um terreno gigantesco, virou outro marco da arquitetura modernista. Após a morte de Lina, durante anos a casa ficou fechada e, atualmente, abriga o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. Por isso, ela fica aberta para a visitação de arquitetos e pesquisadores.

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A parte interna acolhe uma das árvores do gigantesco terreno.

E lá fui eu infiltrada em um grupo de arquitetos e me encantei. Gente, a casa é um sonho, quase sem paredes, apenas vidros (duh!) e com vários móveis e objetos projetados pela própria Lina. Claro que muita coisa foi modificada, mas é incrível poder conhecer de pertinho como uma pessoa tão criativa e brilhante vivia. E realmente, a julgar pela casa, sua vida condizia exatamente com os seus ideais – tinha horror à futilidade e acreditava em uma arquitetura sem ornamentos.

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Sala de estar.

Por enquanto, a visitação (que é guiada)  à casa deve ser agendada no próprio instituto http://www.institutobardi.com.br  e custa R$40, o que é valor simbólico se considerarmos que todo o local ainda se sustenta apenas de um Goya que Bardi vendeu no Japão antes de morrer, em 1999 .

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Mesa de centro projetada por Lina.

Restaurante: L’Entrecôte de Paris

Esta semana, vou falar de um dos meus restaurantes favoritos aqui de São Paulo, o L’Entrecôte de Paris. Eu tenho uma relação de amor com esse lugar por alguns motivos:

  • foi o primeiro restaurante legal que eu conheci em São Paulo, depois de chegar aqui para morar e passar 2 meses sem poder gastar nada, na maior economia da vida;
  • é exatamente em frente a minha primeira moradia paulista e, por isso, fiquei semanas namorando o lugar;
  • não é daqueles lugares que você vai toda hora, então é sempre um momento especial;
  • a comida é simplesmente incrível.

* foto do site da casa.

A minha primeira experiência lá foi no dia dos namorados de 2010, em um sábado, ou seja, tinha tudo pra ser bem mais ou menos, a contar pela loucura que qualquer restaurante paulistano vira na data (mesmo depois de casada, ainda comemoro o dia dos namorados, : ) e, neste ano, tive uma experiência ruim no Spot, por sinal).

Só que, contrariando as expectativas, foi uma noite muito agradável, com serviço nota 10 e amor à primeira mordida. O Entrecôte é daqueles restaurantes que seguem um modelo parisiense (ou seria francês?) de servir um só prato. Saladinha de entrada e entrecôte fatiado servido com fritas e coberto com um molho que eu não sei exatamente o que leva, mas tem um gostinho de mostarda e ervas maravilhoso. E eles ainda repõem as batatinhas e a carne ao longo da refeição.

Não é dos lugares mais baratos, mas convenhamos que o preço vale muito a pena e o ambiente é super agradável (no site tem todos os valores). Além disso, o preço fixo é muito prático quando você quer convidar alguém para almoçar/jantar, pois pelo menos na hora de calcular o valor dos pratos não se tem tantas surpresas. Não é a toa que, quando minha mãe e irmã estavam visitando São Paulo, as levamos lá. ; )

A minha única ressalva é sobre o atendimento, que decaiu um pouco nos últimos dois anos, os garçons foram ficando mais desatentos, e sobre a hostess que tem um jeito meio grosseiro. No dia em que levamos minha mãe e irmã, ela chegou com a máquina do cartão e praticamente gritou o valor, mesmo depois de falarmos que apenas eu e o marido íamos pagar.

Mas, no geral, minha conclusão é: tem que experimentar! A comida vale qualquer contratempo.