O melhor chocolate quente

Já que o inverno finalmente está dando as caras aqui por São Paulo (e o blog tá bem abandonadinho), vou dar uma dica rápida e deliciosa: o chocolate quente, na verdade, o Submarino (R$8,90) da La vie em douce.

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Trata-se de chocolate derretido no leite quente e tem um charme todo especial, já que a xícara de leite quentinho vem para a mesa acompanhada de um copinho de chocolate no palito que você vai, aos poucos, misturando ao leite. O legal é que dá pra controlar a quantidade de chocolate.

Eu provei o de chocolate amargo com caramelo e flor de sal, simplesmente divino, mas lá também tem de gianduia e chocolate ao leite com marshmellow. Ainda é possível levar os copinhos pra casa (R$16 com 2). Achei uma ótima ideia para receber as amigas para um chá (ou chocolate) da tarde.

Restaurante: MEATS

Dia desses fui conhecer o badalado MEATS (nova hamburgueria de um ex-sócio do Butcher’s Market), que fica na Rua dos Pinheiros.   Cheia de expectativa, cheguei lá e pedi o Hooligan, que mistura hamburguer, cheddar, bacon, picles e maionese.
Mas me decepcionei. Até gostei, mas não amei, sabe? E olha que pra mim não tem coisa melhor que pão, carne e queijo. Talvez, pão, carne e queijo e um molho especial, hahaha.

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Assim, o lugar é lindo, tenho certeza que tudo foi pensando para fazer com que você se sinta em Nova York, super moderninho, com um quê meio industrial. O atendimento é ótimo e ainda tive sorte de pegar o local em um horário bastante tranquilo.

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Mas não rolou. Sabe quando todos os ingredientes são maravilhosos, mas falta algo ? Um sabor mais marcante, talvez, porque no caso tudo era muito marcante, nada se sobressaía… Não tive a oportunidade de experimentar outro hamburguer, por que todo mundo pediu o mesmo. Mas provei ainda a porção de cebola à milanesa, esta sim super gostosa (mas foi só por que a porção de batata-frita mistura batata doce, achei nada a ver).

Talvez seja questão de dar uma segunda chance, mas prefiro o Butcher’s Market, que além de delicioso, fica  no meu bairro do coração. *fotos Folha imagem

Casa de Vidro – Lina Bo Bardi

Em um sábado nublado e friozinho, resolvemos fazer um programa diferente e fomos para o Morumbi conhecer a Casa de Vidro, mais especificamente a antiga moradia de uma das arquitetas modernistas mais conceituadas do mundo, a Lina Bo Bardi. Mesmo quem não é tão ligado em arquitetura certamente conhece pelo menos uma de suas criações. São dela os prédios do MASP e do Sesc Pompéia, dois ícones da cidade de São Paulo.

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Fachada da casa de vidro.

Lina, que é italiana, projetou a Casa de Vidro para morar com seu marido, o jornalista Pietro Bardi, poucos anos após chegarem ao Brasil e a edificação, que ocupa um terreno gigantesco, virou outro marco da arquitetura modernista. Após a morte de Lina, durante anos a casa ficou fechada e, atualmente, abriga o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. Por isso, ela fica aberta para a visitação de arquitetos e pesquisadores.

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A parte interna acolhe uma das árvores do gigantesco terreno.

E lá fui eu infiltrada em um grupo de arquitetos e me encantei. Gente, a casa é um sonho, quase sem paredes, apenas vidros (duh!) e com vários móveis e objetos projetados pela própria Lina. Claro que muita coisa foi modificada, mas é incrível poder conhecer de pertinho como uma pessoa tão criativa e brilhante vivia. E realmente, a julgar pela casa, sua vida condizia exatamente com os seus ideais – tinha horror à futilidade e acreditava em uma arquitetura sem ornamentos.

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Sala de estar.

Por enquanto, a visitação (que é guiada)  à casa deve ser agendada no próprio instituto http://www.institutobardi.com.br  e custa R$40, o que é valor simbólico se considerarmos que todo o local ainda se sustenta apenas de um Goya que Bardi vendeu no Japão antes de morrer, em 1999 .

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Mesa de centro projetada por Lina.

Viagem: NY – Pré-roteiro 1 (restaurantes)

Ahhh, não consigo me segurar de felicidade, pois finalmente a minha tão esperada viagem para New York vai rolar esse ano (agosto)! Poderia ficar falando durante horas por aqui como estou empolgada, como sempre quis conhecer the city etc etc etc. Como dizem, estou em um “NY state of mind”.

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Estou montando roteiros e definindo lugares a visitar, então resolvi dividir por aqui alguns dos restaurantes que pretendo conhecer por lá. Muitos são figurinhas conhecidas, mas como é a minha 1ª vez na cidade, não poderia ser diferente.

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Hambúrguer (Quando em NY, faça a dieta do hambúrguer):

Shake Shack: muitas pessoas idolatram esse hambúrguer e, como já vi cenas de vários filmes gravadas por lá (basicamente comédias românticas, rá), temos que ir! http://www.shakeshack.com/

Burguer Joint: dentro do Le Parker Meridien Hotel, super bem cotado entre os new yorkershttp://www.parkermeridien.com/eat4.php

spotted-pig-burger1Spotted Pig: um gastro-pub, mais barato (e farto) que dizem que servem um hambúrguer com queijo roquefort e batata palha (amo!) incrível. Além disso, estou louca pra provar a banoffee pie de lá, minha sobremesa preferida. http://thespottedpig.com/

Tradicional (Lugares que constam em quase todos os guias, sempre bem cotados):

Delmonico’s: simplesmente, o primeiro restaurante da América (pelo menos é que o que dizem), começou em 1834 e continua no mesmo endereço da Lower Manhattan. Lugar super autêntico e uma ótima opção de lugar para comer no distrito financeiro. http://www.delmonicosrestaurantgroup.com/restaurant/

katzKat’z Delicatessen: a delicatessen mais tradicional do Lower East Side (e da cidade), tem o mais famoso sanduíche de pastrami do mundo (hahaha) e ainda foi cenário de uma das cenas do filme Harry e Sally. http://katzsdelicatessen.com/

Balthazar: estilo bistrô francês, tem comida deliciosa e é super charmoso. Curiosa para provar a mimosa (espumante com suco de laranja) que é famoso por lá. http://www.balthazarny.com/

Café Habana: uma só palavra, milho. Tipo, o melhor milho do mundo. Exageros à parte, esse restaurante cubano é pequeno, despretensioso e barato, fica no Soho e é uma ótima opção de almoço. http://www.cafehabana.com/

Outros imperdíveis:

EatalyEataly: A Disneylândia de quem ama comida italiana, fica ao lado do Flatiron. http://www.eataly.com/

Max Brenner: O lugar para comer chocolate em todas as suas formas, mas que tem no cardápio vários salgados deliciosos. Doida pra provar o Crystal Sugar Fondue Churoswww.maxbrenner.com/

Dylan’s Candy Bar: Não é um restaurante, mas tem doce! O paraíso das balas, essa loja fica ao lado da Bloomingdale’s e é uma fofura. Pensando em comprar vários presentinhos para as minhas sobrinhas aqui. www.dylanscandybar.com/

* fotos retiradas dos sites dos lugares.

Receita sem receita

Em dias em que eu chego muito cansada em casa, acontecem duas coisas: 1º  Eu fico com preguiça de cozinhar qualquer coisa e acabo apelando para o jeito mais fácil de garantir comida na mesa, ou seja,  pedir uma pizza (Nona D’amore, quase na frente de casa, chega em 10 minutos, uma delícia) ou um Fifthies (um clássico). 2º Eu fico com a consciência pesada, por que sempre me afogo em calabresa ou batata frita, não consigo pedir uma coisa mais light. Só que, dessa vez, resolvi olhar na geladeira e eis o que eu tinha: berinjela, abobrinha, tomate, cebola e um lombo de porco. Alguns minutos depois colocando a minha inventividade à prova, os meus ingredientes viraram isso :

uma “torre de legumes” e um lombinho regado ao vinho e um monte de temperos que fui achando na cozinha. Infelizmente, 1h30 depois, a fome era tanta que não consegui tirar uma foto do resultado, mas garanto que ficou uma delícia (e bem mais bonito). Mais um motivo pra provar pra mim mesma que, sim, é possível se alimentar direito! É só ter um pouco de criatividade e, enfim… muita paciência.

O que você estava fazendo?

Depois de semanas sem postar nada no blog, volto por aqui com um post meio adolescente, mas divertido! Não sei se é por que fiz aniversário no mês passado, se estou mais saudosista (depois dos 30, cada ano tem um peso maior), mas resolvi fazer uma retrospectiva respondendo a um “meme” (ainda existe isso?) que já tinha respondido há uns bons anos. 

Há 10 anos (aos 23, ui!)

  1. Estava no penúltimo ano da Faculdade de Jornalismo (Fabico – UFRGS).
  2. Era estagiária do Departamento de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
  3. Acreditava que iria me formar e trabalhar como repórter em alguma revista feminina ou de moda.
  4. Ainda usava blusinhas com barriga de fora (que brega).
  5. Já namorava o meu futuro marido.
  6. Adorava sair à noite e ir aos barzinhos da Cidade Baixa em Porto Alegre.

Há 5 anos (28)

  1. Trabalhava como assessora de imprensa na Editora L&PM.
  2. Já morava com o namorado há quase 2 anos.
  3. Fui assistir ao show do Bob Dylan em Buenos Aires.
  4. Fui pedida em casamento em Belo Horizonte.
  5. Passei o final de ano em Montevidéu.

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Há 1 ano (32)

  1. Comecei a trabalhar na atual empresa em que trabalho até hoje.
  2. Completei 1 ano de casada e mais de 5 anos morando junto.
  3. Completei 2 anos em São Paulo.
  4. Fui assistir ao Bob Dylan pela segunda vez, agora em São Paulo mesmo.
  5. Comecei a escrever este blog.

Ontem

  1. Tentei iniciar pela milésima vez um regime.
  2. Fiz as unhas na hora do almoço e por isso almocei correndo um sanduíche e um suco caríssimos no Starbucks.
  3. Fui na aula da pós e apresentei um trabalho.
  4. Peguei um trânsito caótico por causa do jogo do Corinthians.
  5. Dormi sem jantar.

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Hoje

  1. Acordei antes do marido, como em quase todos os dias.
  2. Não aguentei a tentação e comi pão na chapa com requeijão e chocolate quente no café da manhã (quem mandou não jantar?).
  3. Não satisfeita, almocei Mc Donalds.
  4. Cantei parabéns para uma amiga no trabalho e ainda comi bolo.
  5. Vou jantar com o marido no Athenas para fechar a comilança do dia com chave de ouro.

Amanhã

  1. Tenho um curso oferecido pelo meu trabalho que vai durar o dia inteiro.
  2. Vou a um aniversário/happy hour de três colegas do trabalho no Apple Bees.
  3. Vou tentar terminar de ler as revistas que estão paradas na minha mesa de centro há dias.
  4. Quero continuar a assistir “Once Upon a Time” (viciei sem querer, pode?).
  5. Vou dormir tarde e feliz por que no outro dia é sábado! : )

Programa duplo: Alberta #3 e Bar da Dona Onça

Alberta #3

Recentemente, uma amiga veio passar uns poucos dias aqui em São Paulo e fiquei pensando onde levá-la. Como estaríamos pelas imediações do edifício Copan, imediatamente pensei no Alberta #3, que tem um bar de balcão no 2º andar onde você pode ficar bebendo, conversando e petiscando. O Alberta #3 é um bar de rock, então não vá esperando um ambiente tranquilo. O lugar é bem agitadinho, a música é muito boa e a decoração é linda, com fotos que ocupam uma parede inteira de bandas e músicos que eu nunca me canso de ouvir, como Ramones e Bob Dylan.  Enfim, para quem gosta de rock, é um lugar inspirador…

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Quando abri o cardápio e vi que eles tinham chopp Colorado, fiquei muito animada (amo a Colorado Appia!). Infelizmente, minha alegria durou pouco, pois o chopp estava  em falta. Aliás, não sei se era um problema daquele dia, mas várias opções que queríamos pedir estavam em falta, o que prejudicou bastante o cardápio, que já é bastante restrito.

8298e9ea24e92f94*fotos de divulgação do bar

Acabamos pedindo cerveja Brooklyn (R$ 15) e deixamos para escolher algum petisco mais tarde. Só que, depois de colocarmos todo o papo possível em dia, nossa fome somada à alegria de uma cervejinha não era mais de um petisco, mas sim de uma janta… de preferência bem gostosa. Foi aí que lembramos do Bar da Dona Onça.

Bar da Dona Onça

O Bar da Dona Onça fica no próprio Copan e, para mim, tem mais cara de restaurante do que bar. É aquele lugar para você comer bem,  super agradável e acolhedor com toques fofos, como as patinhas de onça impressas no papel que cobre as mesas.

Mauro Holanda

Como estávamos esfomeadas e chegamos bem tarde por lá, partimos direto para o prato principal. O cardápio é dividido em couvert, saladas, massas artesanais e secas, arroz, peixes e carnes. Eu não tive dúvida e fui de estrogonofe de filet com chips de mandioquinha e arroz (R$48), um dos melhores que já comi. Os outros pratos escolhidos foram Soffioti de queijo de cabra ao sugo (R$49), uma espécie de massa enrolada no queijo com um molho vermelho maravilhoso, que eu invejei bastante, e Gnocchi ao molho de tomate italiano e pecorino trufado (R$39) também delicioso. Como tínhamos que trabalhar (e cedo!) no outro dia, continuamos na cerveja, mas o ideal era ter pedido um vinho pra acompanhar a carne e a “massarada”.

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* fotos do site do bar e receitas.ig.com.br

Resultado: depois de um happy hour mais despretensioso, acabamos a noite muito bem alimentadas, felizes e com muita vontade de voltar.

Fica a dica de um programa combinado bem legal: cervejinha no balcão do Alberta #3 (espero que da próxima vez com a Colorado Appia), seguida de uma janta farta e animada no Bar da Dona Onça.