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Inspiração: Edie Sedgwick

edie3Talvez vocês já tenham ouvido falar de Edie Sedgwick como a musa de Andy Warhol e a menina que inspirou o termo it girl. Ou mesmo já tenham visto o filme Factory Girl, estrelado por Sienna Miller. Eu conheci Edie por causa da minha paixão pelo Bob Dylan. Edie também teve uma paixão por ele, mas não só pela música – eles namoraram por algum tempo nos anos 60 (e, aparentemente, ele não foi nada gentil ao colocar um ponto final na relação).

Ao pesquisar mais sobre a sua vida, gostei tanto de seu estilo que ela acabou se tornando uma referência, principalmente ao inspirar looks de festas. Claro que tudo nas suas devidas proporções, né?

Linda e ultra chique, ela pintou seu cabelo de prata para combinar com o de Andy Warhol e criou um corte que até hoje é copiado, vide a modelo Agnes Dean. Seu estilo é a essência dos anos 60, com muito preto, vestidinhos curtos, listras, meia calças opacas, plataformas, acessórios pesados e maquiagem marcadíssima, com delineador e cílios postiços.

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Edie teve uma vida rápida e marcante, foi o ícone do que a Vogue americana chamou de youthquaker – o terremoto jovem, aqueles que dominavam a cena da moda e da música nos anos 60. Filha de uma família rica, ela começou sua carreira como modelo e foi catapultada por Diana Vreeland, editora-chefe da Vogue que costumava dizer que ela era exemplar da juventude de sua época pelo seu comportamento e percepção de moda.

Mas foi ao conhecer Andy Warhol e a protagonizar seus curta-metragens que Edie se transformou na mocinha mais cool de Manhattan. Fez filmes, desfiles, editoriais e ainda ganhou a música Femme Fatale do Velvet Underground.

Ela ficou conhecida como factory girl, pois este era o nome do estúdio e ateliê de Andy Warhol e o cenário de inúmeras festas das quais Edie participou. Sua última performance foi em “Ciao! Manhattan”, de John Palmer e David Weisman.

Viciada em drogas, acabou falecendo devido a uma overdose de barbitúricos em 15 de novembro de 1971, aos 28 anos. Uma tristeza pensar em sua morte tão prematura e em como ela passou do ‘último grito da moda’ ao ostracismo social em meses (situação que contribuiu muito para sua depressão e, posterior, morte)… Acho que ela nem imaginava como seu estilo marcaria para sempre a moda e continuaria inspirando muitas meninas por aí.

 

Coisas intrigantes para um gaúcho em São Paulo

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Isto não é uma crítica ao jeito paulistano de viver ou à cultura do Estado. Apenas uma lista das características que fui percebendo ao caminhar pelas ruas, pegar o metrô de cada dia e, claro, na convivência com as pessoas. Tenho relatos de amigos daqui – que já viveram ou vivem no Rio Grande do Sul – apontando um monte de peculiaridades gaúchas que, bem, pra mim são absolutamente naturais. : )

1 – É normal morar longe, muito longe do trabalho.

Claro que isso se explica pelo tamanho da cidade e por ser uma das mais populosas do mundo – mais de 11 milhões de pessoas moram apenas na capital. Mas me assustei quando percebi que é bastante comum encontrar pessoas que fazem o trajeto equivalente a Porto Alegre-Torres (praia que fica no limite do RS com SC) para ir trabalhar. Ou seja, gastam 2h30 para ir e mais 2h30 para voltar, to-dos os di-as.

2 – Poucos frequentam a casa dos amigos por aqui.

Estou aqui há quatro anos e posso contar nos dedos os convites que tive para fazer um happy-hour, jantar, enfim, conhecer a casa de alguém. As relações são mais impessoais e se resumem a ir em um barzinho depois do trabalho.

3 – Você pode ser atropelado por carros, motos, mas também por pessoas.

Sim, fora o trânsito caótico (que Porto Alegre também não está livre), as pessoas caminham tão rápido e em bandos, que você pode (literalmente!) ser atropelado por elas. Experimente andar pela Avenida Paulista no final do expediente e comprove.

4 – Pizza, mesmo em fins de semana, se come à noite.

Talvez esta seja uma característica da minha família e não tão, assim, gaúcha, mas não me lembro de ter horário para comer pizza. Aqui tem e nenhuma pizzaria abre antes das 18hs.

5 – Não existe uma cultura típica.

Bom, isso é resultado da enorme quantidade de etnias e imigrantes que São Paulo abriga. Somos tão acostumados com a nossa cultura gaúcha (e nosso chimarrão, churrasco e café colonial etc) que é estranho não ter nada muito típico além de pizza e pão na chapa (hummm, isso pode entrar no post das delícias de São Paulo) para apresentar para alguém de fora.

 Apesar de tudo, São Paulo é a cidade que eu escolhi para viver e, ainda que a saudade do Rio Grande do Sul aperte muitas vezes, é repleta coisas incríveis que a transformam em um lugar único que  eu tenho o prazer de desfrutar todos os dias.