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Sobre Marta Zanetti

Eu sou gaúcha, mas moro em São Paulo desde 2010. Neste espaço, você vai encontrar muita inspiração e todas as minhas andanças e descobertas por São Paulo.

Eu frequento: Uau! Hair Studio

Achar um salão com serviço bom a preços normais sempre foi uma luta aqui em São Paulo. Moro numa zona com muitas opções, então, encontrar lugares por perto ou praticamente na frente de casa, nunca foi o problema.

A questão é que pude perceber uma tendência negativa acontecendo na categoria: o salão era conhecido por ser bom, barato e morderninho. Você ia lá, fazia um corte lindo, pagava um valor super justo (tudo isso tomando uma bebidinha for free).
A mulherada empolgava e contava pra suas amigas e conhecidas. O lugar começava bombar e, daqui a pouco, estavam atendendo você e outras 15 ao mesmo tempo por um preço que não justificava mais o resultado. Já perdi a conta e a paciência de quantas vezes aconteceu comigo…

Tudo isso pra contar que, finalmente, há mais de dois anos consigo frequentar um lugar que, além de preços convidativos, tem um serviço muito bom, constante e um atendimento cordial e objetivo. Tenho pavor de ir em salão que quer empurrar um monte de servicinhos para aumentar o valor final, sendo que você fica tensa só de pensar se na hora de secar o cabelo eles vão cobrar o valor de um penteado.

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O UAU! (nome ótemo) é um salão que funciona em formato de franquia, com um ambiente minimalista, sem muitas firulas e com uma política super transparente de preços e serviços.

Lá você lava, corta e seca o seu cabelo pelo preço final do corte (R$ 50). Amo, porque consigo marcar cabelo (A Léo faz um corte mara), pé, mão (Esmeralda) e sobrancelha, sou atendida rápido e com atenção e, dependendo da quantia gasta, ainda posso parcelar no cartão. Tem coisa melhor?

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PS- A unidade que eu frequento é a da Augusta (lado Jardins).

 

 

Os meus restaurantes preferidos em SP:

Não sou gourmet, nem entendo muito de comida… Mas adoro sair pra almoçar/jantar fora e comer bem (se eu consigo ir caminhando, melhor ainda), não sou simpática à ideia de gastar muito, não curto japonês (sushi e afins), sou louca por carne e hambúrguer e gosto de lugares que misturem boa comida, serviço adequado e ótimo astral.

Se alguém se identificar com alguma dessas características acima, então esta lista é uma mão na roda na hora de sair para comer em SP.

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  1. Arpége: super simples, bom e com preço razoável. Aquele lugar para comer um ótimo PF com um twist. É bem pequeno, por isso, gosto de sentar na rua, pedir uma cervejinha e ficar observando a vizinhança.
  2. Don Mariano: espanhol simples e com várias opções que vão além da paella (que deve ser encomendada algumas horas antes) e tapas. A carta de cervejas é ótima!
  3. Joaquin’s: o melhor hamburguer de SP, na minha humilde opinião.
  4. L’Entrecot de Paris: já fiz post aqui. Amo por oferecer apenas um tipo de prato, amo a comida, o clima, enfim, em quatro anos de SP, ainda é o meu restaurante preferido.
  5. Ritz: clima nota 10! Gosto de sentar no bar, pedir um drink e os bolinhos de arroz de entrada.
  6. Serafina: dentre todas as pizzas que já provei aqui em SP, a do Serafina é a única que tem massa, molho, queijos e mistura de sabores iguais as que eu comi na Itália. Mas  vá à unidade do Itaim, a do Jardins tem atendimento péssimo.
  7. Chez Mis: Clima nota 1000, lugar lindo, comida maravilhosa! Ótimo para pedir várias entradinhas e ficar bebericando.

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  1. Athenas: já fiz post aqui. O melhor custo-benefício de SP quando se quer comer bem/fartamente e estar em um local super animado.
  2. Juanita: acho que é o único da lista que perde pelo astral, mas que tem carnes tão deliciosas que dá pra morder e se sentir em Buenos Aires por alguns minutos. É um argentino com preço realmente bom (e tem Quilmes geladinha), o que compensa bastante a simplicidade do local. Adendo: argentino bem mais caro, mas com carne dos deuses é a Parilla San José.
  3. Zeffiro: restaurante do tipo no ‘jardim de casa’, que também é uma rotisseria, por isso produz suas próprias massas. É muito gostoso e tem preço super adequado.
  4. 210 Dinner: clima incomparável, a melhor música ambiente (seleção de rock incrível) e comida norte-americana.
  5. Bar da Dona Onça: já fiz post aqui. Um dos melhores strogonoffs da cidade! Mas tem um monte de outras coisas fantásticas e um clima super bohêmio…

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  1. Cacilda: costumo almoçar por lá frequentemente (fica na rua do meu trabalho) e as carnes e massas são deliciosas. O preço é mais em contano menu executivo, mas o lugar é bem bonito e animado.

Inspiração: Edie Sedgwick

edie3Talvez vocês já tenham ouvido falar de Edie Sedgwick como a musa de Andy Warhol e a menina que inspirou o termo it girl. Ou mesmo já tenham visto o filme Factory Girl, estrelado por Sienna Miller. Eu conheci Edie por causa da minha paixão pelo Bob Dylan. Edie também teve uma paixão por ele, mas não só pela música – eles namoraram por algum tempo nos anos 60 (e, aparentemente, ele não foi nada gentil ao colocar um ponto final na relação).

Ao pesquisar mais sobre a sua vida, gostei tanto de seu estilo que ela acabou se tornando uma referência, principalmente ao inspirar looks de festas. Claro que tudo nas suas devidas proporções, né?

Linda e ultra chique, ela pintou seu cabelo de prata para combinar com o de Andy Warhol e criou um corte que até hoje é copiado, vide a modelo Agnes Dean. Seu estilo é a essência dos anos 60, com muito preto, vestidinhos curtos, listras, meia calças opacas, plataformas, acessórios pesados e maquiagem marcadíssima, com delineador e cílios postiços.

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Edie teve uma vida rápida e marcante, foi o ícone do que a Vogue americana chamou de youthquaker – o terremoto jovem, aqueles que dominavam a cena da moda e da música nos anos 60. Filha de uma família rica, ela começou sua carreira como modelo e foi catapultada por Diana Vreeland, editora-chefe da Vogue que costumava dizer que ela era exemplar da juventude de sua época pelo seu comportamento e percepção de moda.

Mas foi ao conhecer Andy Warhol e a protagonizar seus curta-metragens que Edie se transformou na mocinha mais cool de Manhattan. Fez filmes, desfiles, editoriais e ainda ganhou a música Femme Fatale do Velvet Underground.

Ela ficou conhecida como factory girl, pois este era o nome do estúdio e ateliê de Andy Warhol e o cenário de inúmeras festas das quais Edie participou. Sua última performance foi em “Ciao! Manhattan”, de John Palmer e David Weisman.

Viciada em drogas, acabou falecendo devido a uma overdose de barbitúricos em 15 de novembro de 1971, aos 28 anos. Uma tristeza pensar em sua morte tão prematura e em como ela passou do ‘último grito da moda’ ao ostracismo social em meses (situação que contribuiu muito para sua depressão e, posterior, morte)… Acho que ela nem imaginava como seu estilo marcaria para sempre a moda e continuaria inspirando muitas meninas por aí.

 

Coisas intrigantes para um gaúcho em São Paulo

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Isto não é uma crítica ao jeito paulistano de viver ou à cultura do Estado. Apenas uma lista das características que fui percebendo ao caminhar pelas ruas, pegar o metrô de cada dia e, claro, na convivência com as pessoas. Tenho relatos de amigos daqui – que já viveram ou vivem no Rio Grande do Sul – apontando um monte de peculiaridades gaúchas que, bem, pra mim são absolutamente naturais. : )

1 – É normal morar longe, muito longe do trabalho.

Claro que isso se explica pelo tamanho da cidade e por ser uma das mais populosas do mundo – mais de 11 milhões de pessoas moram apenas na capital. Mas me assustei quando percebi que é bastante comum encontrar pessoas que fazem o trajeto equivalente a Porto Alegre-Torres (praia que fica no limite do RS com SC) para ir trabalhar. Ou seja, gastam 2h30 para ir e mais 2h30 para voltar, to-dos os di-as.

2 – Poucos frequentam a casa dos amigos por aqui.

Estou aqui há quatro anos e posso contar nos dedos os convites que tive para fazer um happy-hour, jantar, enfim, conhecer a casa de alguém. As relações são mais impessoais e se resumem a ir em um barzinho depois do trabalho.

3 – Você pode ser atropelado por carros, motos, mas também por pessoas.

Sim, fora o trânsito caótico (que Porto Alegre também não está livre), as pessoas caminham tão rápido e em bandos, que você pode (literalmente!) ser atropelado por elas. Experimente andar pela Avenida Paulista no final do expediente e comprove.

4 – Pizza, mesmo em fins de semana, se come à noite.

Talvez esta seja uma característica da minha família e não tão, assim, gaúcha, mas não me lembro de ter horário para comer pizza. Aqui tem e nenhuma pizzaria abre antes das 18hs.

5 – Não existe uma cultura típica.

Bom, isso é resultado da enorme quantidade de etnias e imigrantes que São Paulo abriga. Somos tão acostumados com a nossa cultura gaúcha (e nosso chimarrão, churrasco e café colonial etc) que é estranho não ter nada muito típico além de pizza e pão na chapa (hummm, isso pode entrar no post das delícias de São Paulo) para apresentar para alguém de fora.

 Apesar de tudo, São Paulo é a cidade que eu escolhi para viver e, ainda que a saudade do Rio Grande do Sul aperte muitas vezes, é repleta coisas incríveis que a transformam em um lugar único que  eu tenho o prazer de desfrutar todos os dias. 

Inspiração: Do it in Paris

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Na verdade Do it in Paris não é exatamente um blog, mas sim um site/guia que se propõe a mostrar como  as parisienses vivem. E lá você encontra realmente de tudo, desde dicas preciosas dos melhores lugares para fazer compras, restaurantes, museus etc, até o que de mais legal está rolando se você estiver neste exato final de semana em Paris. O plus são as mini-entrevistas com pessoas como Carine Roitfeld (a “lojinha” que ela sempre compra presentes é a Hermés, apenas isso…); ou mesmo as dicas que entregam endereços secretos na cidade, como os locais preferidos dos parisienses para o apéro, o happy hour francês.

Além de todos esses achados – que certamente farão muita diferença pra quem tiver a sorte de estar planejando uma viagem a Paris -,  simplesmente amo a atmosfera de sonho, charme e fofura parisiense. E amo ainda mais as ilustrações de Angéline Melin que colorem todo o site.

Mesmo se você não tem a mínima ideia se um dia conhecerá Paris, Do it in Paris é uma inspiração pra vida.

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Por um dia a dia mais leve e divertido

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Quem trabalha muito e tem uma semana sempre corrida (e, muitas vezes, passada quase que inteira dentro do escritório), sabe que existem momentos em que o ânimo vai lá embaixo. Em dias assim, eu sempre recorro a alguns truques bem simples que, muitas vezes, fazem a minha vida ser mais prática, outras vezes mais leve e, na maior parte das vezes, mais divertida.

1.) Um item que seja a sua cara. Pode ser um colar, um perfume ou até uma cor de esmalte. Uma correntinha com brilhantinho (que era da minha mãe e me lembra muito ela) e o perfume Cedarwwod & Vanilla da Kiehl’s estão sempre comigo e levantam o astral quase que imediatamente.

2.) Uma bolsa maravilhosa. Não precisa ser nova, pode ser herdada ou comprada num brechó. Eu tenho essa marronzinha que é amor eterno, amor verdadeiro e não sai do meu ombro.

3.) Uma playlist que anima e ao mesmo tempo concentra. Isso tem o poder instantâneo de mudar o meu dia. Tem coisa melhor do que poder trabalhar ouvindo música? Só não pode ser empolgante demais, para não acharem você a louca que canta no meio do escritório… Ps- usei a Florence de exemplo só por que eu amo muito mesmo, por que super me empolgo e é complicado de ouvir no trabalho.

4.) Peças de roupas certeiras. Quer ver o dia começar errado? Acorde com pressa e perca tempo fuçando no armário… Pra esses dias, a solução é aquela calça jeans com corte perfeito (ou qualquer calça que vista muito bem). Quando a calça jeans funciona, tudo melhora e é tão mais fácil escolher o resto da roupa. Um lenço que combina ou complementa o tom da pele ou dos olhos também é ótimo, porque melhora a fisionomia e ilumina o rosto no ato.

5.) Maquiagem. É óbvio, mas é muito verdade. Itens mais que essenciais: um ótimo corretivo, blush e um delineador bem preto ou marrozinho. Faz milagres para qualquer rosto cansado.

6.) Um  hidratante power pra usar nas mãos e nos pés antes de dormir. É salvador, principalmente naquelas semanas loucas em que não dá tempo de ir na manicure. O creme para mãos de Maracujá e o para pés de Castanha da Natura têm preços justos e cheirinhos viciantes.

7.) Muito chá. Inacreditavelmente, sinto que café rouba a minha energia. Já um chazinho gostoso acompanha  tão bem o trabalho, é quase aromaterapêutico… Meus preferidos são baunilha e de limão e gengibre. Esse da Twinings é simplesmente o melhor de todos!

*Imagens retiradas dos sites das respetivas marcas: Kiehl’s , Coach, Florence + The Machine, Zara, MAC e Twinings.

2014 foi o ano mais difícil da minha vida, o ano que tive a perda mais dilacerante, irreparável e difícil de entender. Daquelas que fazem a gente rever o jeito que estamos vivendo, repensar nas nossas prioridades e pensar que a vida é mesmo um sopro… Ainda é recente e muito complicado falar sobre isso, mesmo daqui, escondida atrás de um computador.

De forma bem sucinta, junto a  milhares de sentimentos, resolvi correr atrás todas aquelas resoluções ligadas às vontades mais legítimas que eu tenho e sabe-se lá por que é difícil de colocar em prática. Escrever livremente é uma delas.

No começo desse ano, tinha pensando em mudar o foco desse blog e até transferi ele para o tumbrl, uma plataforma de publicação que eu também uso, mas que é muito mais focada em imagens. No final das contas, tanta coisa aconteceu e esse projeto ficou bastante perdido – o que foi positivo, já que o wordpress combina muito mais com o que eu quero colocar em prática.

Sem juramentos ou muitas promessas, estou de volta e espero continuar escrevendo por aqui.

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